sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Vamos tirar uma foto?!?

Há uma semana fiquei surpeendida... Agradavelmente surpreendida!

Numa aula de grupo, em que trabalho com dois jovens com paralisia cerebral, disse:
 "Boa C. , estás a nadar tão bem... Vamos tirar uma foto!! 

.... e o C. disse-me: mas não está cá o J.....

Eu quero tirar, mas com ele cá! Fica para a semana"



ADOREI: pela atitude, pela lição e por demonstrar que conseguimos incutir nestes jovens algo tão importante: o sentido de grupo, de companheirismo e de amizade!!!!


Grande lição!!!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ainda a propósito dos feedback's...

Porque tenho o privilégio de trabalhar numa equipa multidisciplinar de qualidade hoje recebi a seguinte informação acerca dos feedback's na perspectiva educativa:

"....em termos educacionais o ministério define feedback e ciclo de feedback, ou seja, corrigir, observar e dar novo feedback. Não há nenhum número, mas um bom senso e está dependente do aluno/cliente. 
Há que ter cuidado para não haver frustração de quem o recebe... feedback's de correcção técnica são os mais utilizados, tentando acompanhá-los de reforço positivo no fim do ciclo."



Aqui fica a partilha!
Muito Obrigada Professora Inês Figueiredo!!!

domingo, 27 de outubro de 2013

Feedback's

         Como e quando utilizar em terapia aquática?


Por ter o privilégio de trabalhar numa piscina com uma equipa multidisciplinar com elevada qualidade técnica ouço com frequência "discussões" entre os professores de natação sobre número e tipo de feedback's dados aos seus alunos.

Na área da terapia aquática isto não é comum, o que me leva a reflectir....
  • será que na terapia aquática não damos feedback's aos nossos utilizadores?!? 
  • ou será que não consideramos esta uma importante estratégia de intervenção?!? 
  • ou simplesmente fazemo-lo de modo automático, sem utilizar conscientemente as múltiplas dimensões desta preciosa ferramenta?!? 

Agora que paro para reflectir e estruturar informação sobre este aspecto parece-me que há uns anos a formação académica na área terapêutica atribuía pouca importância ao feedback dado ao cliente. A realidade é agora diferente, mas efectivamente ainda existem na prática profissional alguns vestígios deste método!

Sabemos hoje que  só pode haver mudança e melhoria no cliente se este receber o estimulo adequado e o integrar correta e ativamente. Sabemos também que para haver uma integração o cliente terá de receber feedback do terapeuta e do ambiente, caso contrário irá perpetuar o padrão de desempenho da atividade prévio à sessão... muitas vezes disfuncional ou em nível abaixo das capacidades. Assim parece-me que todos os terapeutas reconhecem a importância do feedback e da necessidade de o personalizar a cada cliente.

Por fim parece-me  que embora tenhamos conhecimento da importância do feedback tendemos ainda a utilizá-lo de forma intuitiva e pouco dirigido a cada cliente.

Parece-me pois fundamental:

utilizarmos os feedback's nas sessões de terapia aquática de forma mais 
sistemática, consciente e rigorosa;


indo ao encontro do estilo de aprendizagem de cada cliente;


recorrendo a diferentes modalidades de comunicação 
(verbal, táctil, visual e proprioceptiva).



Vamos lá a experimentar e analisar os resultados!!

sábado, 12 de outubro de 2013

Aqui fica a referencia a mais um artigo recente que comprova 
a especificidade da intervenção da terapia ocupacional no meio aquático!


Boas leituras e melhores mergulhos!!!


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

... criar desafios para motivar e aumentar a adesão!!!


Mas que novas estratégias podemos utilizar para motivar esta população?!?

Aqui ficam algumas ideias!!


SEGMENTAÇÃO DE OBJETIVOS EM TAREFAS 
"Construção em legos"
É fundamental manter presente o objectivo final a alcançar e segmentar  a intervenção em tarefas progressivas para o atingir. O foco do aluno, deve ser dirigido para alcançar a tarefa seguinte, mas tendo como referencia a meta final!




SELEÇÃO, ADAPTAÇÃO E VARIAÇÃO DO MATERAIL 
"Construção com os melhores legos"
Tendo em atenção as caractersiticas fisiologicas destes alunos, é por vezes benefico adaptar os materias e equipamentos utilizados para tarefas comuns. Assim, é frequente utilizarmos barbatanas uni ou bilateralmente (para facilitar o batimento de pernas), utilizar snorkel (para aumentar a vizibilidade sub aquática e facilitar a respiração) ou utilizar luvas (para facilitar a acção propulsiva dos membros supriores).

  






QUANTIFICAR O DESEMPENHO - AULA A AULA 
"Construção em legos com registo do melhor tempo" 
Também as pessoas com alterações de saúde e desenvolvimento necessitam de receber feedback quantitativo do seu desempenho e sentir que são exigentes em relação ao mesmo.
Mas, como o fazer nas aulas de natação adaptada? Há estratégias simples que podemos utilizar: contabilizar o tempo que o aluno gasta para completar determinada tarefa (exigindo que esse tempo vá sendo progressivamente menor), registar o número de repetições que consegue realizar (solicitando que o numero seja progressivamente maior) são estratégias que tem provado conduzir à melhoria do desempenho e ao aumento da motivação.

 




CLASSIFICAR O DESEMPENHO AULA A AULA 
"Construção em legos com tempo e com  cores"
Mas nem só a quantidade é importante. Sabemos hoje que a qualidade da execução é extremamente importante e que muitas vezes uma pequena melhoria qualitativa leva a alterações significativas no tempo e velocidade de execução da tarefa. Nesta perspetiva assume-se como fundamnetal dar feedback qualitativo podendo-se para tal utilizar um sistema de cartões coloridos. 




E Agora:  vamos implementar estas estratégias e ver quais as mais eficazes?!?

Espero pelo feedback!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Construir objetivos para criar desafios ...

No inicio do ano lectivo deparamo-nos com um desafio: os utentes, com alterações crónicas, que voltam para mais um ano de trabalho em meio aquático!!!

Na realidade, devido às caracteristicas e necessidades destes utentes é comum continuarem durante anos, as vezes até décadas, na natação adaptada e na terapia aquática. Este é, sem dúvida, um indicador da satisfação do utente face à intervenção desenvolvida. No entanto, constitui simultaneamente um desafio para o profissional responsável pela abordagem...

Nesta situações facilmente se instala a rotina, pondendo haver dificuldade em delinear novos objetivos e aplicar métodos e estratégias diferenciadas para os alcançar. Esta realidade pode tornar-se um "ciclo vicioso" dificil de quebrar.... DIFICIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL!!!!!


Em primeiro lugar é fundamental avaliar e observar de novo o aluno, percebendo aspectos forte e aspectos a melhorar no seu desemepenho aquático e funcional, para depois analisar com o aluno as suas prioridades e objetivos enquadrando-os realisticamente nas suas capacidades.

Só depois de implementar estes dois passos, será possível o técnico delinear a proposta de objetivos para o ano letivo, que na minha opinião poderá seguir a metodologia SMART



e centrar-se em dois / três objetivos.  Nestes caso, em que há dificuldades marcadas ao nivel do desempenho aquático, se trabalharmos em simultaneo multiplos objetivos é frequente acabarmos por gerar  sobrecarga orgânica, confusão e  stress no aluno, o que irá influenciar negativamente o seu desempenho e evolução. 

Tendo então delineado e priorizado os objetivos de intervenção que novos métodos e estratégias motivacionais vamos priveligiar???? .........




sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Voltamos em Setembro!!!

Depois de um ano de muitos mergulhos vamos nadar para outras águas!!!!





Voltamos em Setembro...

com energias renovadas e novos projetos!!!!