terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ainda sobre a empatia no processo de terapia aquática...


A ida à piscina para a aula de aquazumba permitiu-me identificar alguns desafios que a prática de actividade física em meio aquático podem trazer (o espaço, o grupo, a actividade e o profissional) e levou-me também a reflectir sobre a forma de minimizar esses desafios potencializando o processo terapêutico.

Na minha opinião não existem dúvidas: a principal “chave” para vencer estes desafios é o próprio cliente quando bem orientado pelo profissional que o recebe!

Como em muitas outras áreas da vida, é a relação humana que determina o sucesso do que fazemos.


Assim aqui ficam algumas sugestões para que o terapeuta minimize de forma consciente e sistemática as dificuldades de quem está a iniciar o seu processo terapêutico em meio aquático:






E você que opinião têm em relação a tudo isto?

sábado, 17 de setembro de 2016

E se formos nós os clientes?!?


A empatia é um dos pilares da relação terapêutica. Por norma conseguimos ser tanto mais empáticos quanto melhor percebemos o que o outro está a sentir. Nesta perspetiva não é fácil o terapeuta ser empático com o seu cliente, porque habitualmente (e felizmente!) não temos alterações na participação e independência.

Por isto mesmo senti que seria importante viver de forma reflectida uma experiência de frequentar, como cliente, uma actividade aquática.

Uma actividade diferente, num novo espaço e com um grupo de pessoas desconhecidas. Foi por isto que na passada quinta feira peguei no meu material de piscina e lá fui fazer uma aula de aquazumba!!!



Nesta experiência senti que pode ser particularmente difícil:

- o espaço: desde os balneários ao cais de piscina e de forma ainda mais evidente, o interior da piscina (com as diferenças de profundidade, luminosidade e tipo de piso a ser particularmente desafiantes);

- o grupo: pode não ser fácil partilharmos balneário e chuveiro com pessoas que não conhecemos e imagino que seja ainda mais difícil se estivermos a passar por um processo de patologia;

- a actividade: o sentimento de eficácia é fortemente reforçado (ou não) pela nossa capacidade de realizar bem as actividades com que nos deparamos. Senti enquanto cliente que na piscina e numa actividade nova é tão fácil reforçar negativamente o nosso sentido de eficácia! Os desafios ao movimento e desempenho são múltiplos principalmente quando o espaço é diferente e a actividade aquática trás novas exigências (velocidade, mudanças de direcção, perícia do movimento);

- o profissional que nós recebe: é um elemento determinante que pode ajudar a contornar, ou não, os desafios referidos.

 .... como poderá o  terapeuta ajudar os seus clientes a superar estas situações 

melhorando o seu processo terapêutico em meio aquático???

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Conferencia de Terapia Aquática - 2017 - India


É com enorme satisfação que partilho a informação que a Conferência Internacional de Terapia Aquática em 2017 será na Índia.



Tenho a certeza  que será um evento marcante para a Terapia Aquática, não só pela capacidade profissional do colega Prashant C G Prashant como pela sua postura face à vida!

Brevemente serão disponibilizadas mais informações sobre o evento neste blog!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

COMUNICAÇÃO - Operacionalização de estratégias em terapia aquática

A comunicação em terapia aquática é influênciada, para além dos fatores habituais, pelas características inerentes a este contexto especifico.

O ruído que muitas vezes se faz sentir no espaço de piscina, o posicionamento do terapeuta face ao aluno (e vice versa) e  o tamanho do grupo são factores fulcrais para a comunicação.

Sendo a comunicação um elemento chave para a relação e aprendizagem há algumas estratégias fundamentais que devem ser implementadas nas sessões de terapia aquática:


  • definir claramente o objetivo da mensagem, antes de iniciar a sua transmissão. O terapeuta deverá definir previamente o que pretende partilhar e a forma como o quer fazer (por exemplo através de instrução verbal, através de modelação ou  através de pictogramas);

  • simplificar a mensagem apresentando-a de forma ajustada às capacidades do recetor. Pode também optar-se por transmitir  a informação progressivamente à medida que comprovamos que o recetor compreende o conteúdo;

  • sempre que há lugar à demonstração da mensagem o terapeuta deve assegurar-se que o movimento exemplificado é coerente com a  instrução verbal, executando em espelho e respeitando a regar "tempo de terra vs. tempo de água";

  •  utilizar os canais comunicacionais mais eficazes, o que para além de incluir a associação da instrução verbal à demonstração, pode significar a utilização  da facilitação prorpricetiva e tátil para aumentar e diversificar o input; 

  • tornar a mensagem motivadora / desafiante. Para tal é fundamental conhecer o perfil e interesses do destinatário. A partir dessa informação é possível ajustar o objetivo  proposto e realizar analogias ou associação a situações que correspondam a aspetos valorizados pelo interlocutor. 

Estas são algumas das muitas estratégias comunicacionaís passíveis de utilizar em terapia aquática.

Fica o desafio para a sua implementação & aguardo o feedback sobre a sua eficácia! 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

COMUNICAÇÃO EM TERAPIA AQUÁTICA

Quem trabalha comigo sabe que sempre assumi a comunicação com o aluno / cliente como um aspeto fulcral para o sucesso da intervenção.

É através da comunicação, verbal e não verbal, que interagimos, ensinamos , motivamos e percebemos o outro. Assume um papel fundamental não só para a transmissão  da informação / conhecimento mas também para a motivação do aluno na tarefa e actividade. Foi por ter esta convicção bem presente que logo nas primeiras formações em que participei sugeri a introdução destas temáticas nos conteúdos programáticos.

Este verão tive a oportunidade de ler um livro, que embora escrito por uma pessoa de uma área bem distinta da terapia aquática, só reforçou a minha convicção. Para além disso acredito que esta leitura e as reflexões a ela associadas me levem a melhorar a  capacidade de comunicação!





terça-feira, 12 de julho de 2016

Congresso Internacional de Terapia Aquática - Mexico


Para os interessado aqui fica  partilha do

Aqua Congress - Comprehensive aquatic therapy put into practice


que ira decorrer no México em Outubro de 2016.

O programa cientifico conta com a presença de autores de referencia na atual terapia aquática.

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Bom voo!

Atividade Aquática Adaptada & Pessoas com demência


Acredito que as actividades aquáticas adaptadas podem constituir um importante recurso para a manutenção da capacidade cognitiva e qualidade de vida das pessoas com demência.

Mas é verdade que não existe evidência cientifica a este nível. Mas como nem só de evidência cientifica se faz a prática, aqui fica o link de um projecto pioneiro desenvolvido na Holanda.

Atividades aquáticas na pessoa com demência


Tenho a certeza que em Portugal teremos projetos desta natureza a serem divulgados e em breve!