As candidaturas terminam já a 15 de novembro!
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Pós Graduação Re Habilitar no Meio Aquático
Para os interessados aqui fica a informação sobre a Pós Graduação de Terapia Aquática organizada pela ESSA.
Sou suspeita, mas parece-me que está muito bem estruturada (abrange desde as propriedades da água, às técnicas de intervenção e à abordagem especifica com diferentes populações, entre outros) e que conta com um óptimo painel de formadores.
As candidaturas terminam já a 15 de novembro!
As candidaturas terminam já a 15 de novembro!
domingo, 5 de outubro de 2014
Transição para classe regular... uma experiência gratificante!
Este é o percurso de um menino que acompanhei na piscina durante dois anos letivos e que tem como diagnóstico clinico perturbação do espectro do autismo.
Na verdade, quem acompanha este blog já conhece uma parte desta "história".... ( post de 03.agosto.13).
Iniciou terapia aquática, em contexto individual em Setembro de 2012. No inicio era uma criança enigmática... em alguns periodos demonstrava prazer em estar na piscina e queria correr dentro de água, mas no momento seguinte ficava apreensivo e tentatava fugir... O som vindo das outras aulas, os salpicos na cara, as tarefas mais estruturadas, a zona profunda da piscina eram desafios com os quais o D. tinha muita dificuldade em lidar.
Para os menos atentos (ou sem formação em terapia aquática) poderia-se pensar que seria um menino que não tinha grandes hipóteses de evoluir.... Felizmente, nesta criança os pais acreditaram na intervenção, deram tempo para haver mudanças positivas, estimularam o D. no seu dia -a -dia e deram sempre um feedback próximo... Eu tentei perceber o comportamento, desempenho e interesses do D. e ele... senitu-se seguro, confiou, envolveu-se e superou dificuldades, aula após aula!
Demoramos meses para alcançar etapas que podem parecer muito simples como o tolerar os salpicos da água na cara, o mergulhar ou o conseguir estar na piscina em zona de maior profundidade... Demoramos muito, mas conseguimos também que adquirisse a autonomia no movimento de deitar e levantar em segurança, dentro de água!
Para além da evolução gradual ao nível da adaptação ao meio aquático começou a haver também uma mudança ao nivel comportamental.... Mais e maiores períodos de estabilidade, com mais facilidade em manter a atenção na instrução dada, maior interesse e capacidade de reproduzir a demonstração do adulto, mais curiosidade em ver e imitar o que os alunos de outras aulas estão a fazer!!!
Estas foram evoluções muito importantes e que me levaram a pensar... porque não tentar a integração numa aula regular???
Neste caminho o Professor Nuno Ventura teve um papel muito importante: com a sua natural aptência para interagir com o D., de perceber as suas necessidades e interesses, permitiu que em diversos momentos o D. realizasse uma parte das atividades da aula regular que dirigia. Na minha opinião esta foi uma das etapas fulcrais! O D. sentiu que poderia estar com outras crianças e adultos na piscina, ganhou autonomia em relação a mim e começou a seguir as instruções mesmo quando vindas de outro "lider"!
Outros colegas, a quem pedi ajuda / opinião ao longo deste percurso foram também importantes para melhorar a intervenção .... a Professora Inês Figueiredo (com a partilha de informação sobre feedback's e a sua utilização diferenciada), o Professor Rui Santos (com as sugestões para melhorar a qualidade do batimento de pernas).
E foi assim que gradualamente me pareceu que poderiamos apostar na integração numa aula regular em que:
as outras crianças funcionam como modelos positivos,
Esta tarefa está agora a ser desenvolvida pelo Professor Beto!
Este foi um menino que me desafiou a reflectir sobre muitos aspectos....a importância da terapia aquática, o contributo diferencial do trabalho em equipa e das possibilidades da integração em aula regular.
Na terapia aquática continuarei a trabalhar com outras crianças e para o D. desejo óptimos mergulhos e batimentos de pernas muito integrados!!!
Na verdade, quem acompanha este blog já conhece uma parte desta "história".... ( post de 03.agosto.13).
Iniciou terapia aquática, em contexto individual em Setembro de 2012. No inicio era uma criança enigmática... em alguns periodos demonstrava prazer em estar na piscina e queria correr dentro de água, mas no momento seguinte ficava apreensivo e tentatava fugir... O som vindo das outras aulas, os salpicos na cara, as tarefas mais estruturadas, a zona profunda da piscina eram desafios com os quais o D. tinha muita dificuldade em lidar.
Para os menos atentos (ou sem formação em terapia aquática) poderia-se pensar que seria um menino que não tinha grandes hipóteses de evoluir.... Felizmente, nesta criança os pais acreditaram na intervenção, deram tempo para haver mudanças positivas, estimularam o D. no seu dia -a -dia e deram sempre um feedback próximo... Eu tentei perceber o comportamento, desempenho e interesses do D. e ele... senitu-se seguro, confiou, envolveu-se e superou dificuldades, aula após aula!
Demoramos meses para alcançar etapas que podem parecer muito simples como o tolerar os salpicos da água na cara, o mergulhar ou o conseguir estar na piscina em zona de maior profundidade... Demoramos muito, mas conseguimos também que adquirisse a autonomia no movimento de deitar e levantar em segurança, dentro de água!
Para além da evolução gradual ao nível da adaptação ao meio aquático começou a haver também uma mudança ao nivel comportamental.... Mais e maiores períodos de estabilidade, com mais facilidade em manter a atenção na instrução dada, maior interesse e capacidade de reproduzir a demonstração do adulto, mais curiosidade em ver e imitar o que os alunos de outras aulas estão a fazer!!!
Estas foram evoluções muito importantes e que me levaram a pensar... porque não tentar a integração numa aula regular???
Neste caminho o Professor Nuno Ventura teve um papel muito importante: com a sua natural aptência para interagir com o D., de perceber as suas necessidades e interesses, permitiu que em diversos momentos o D. realizasse uma parte das atividades da aula regular que dirigia. Na minha opinião esta foi uma das etapas fulcrais! O D. sentiu que poderia estar com outras crianças e adultos na piscina, ganhou autonomia em relação a mim e começou a seguir as instruções mesmo quando vindas de outro "lider"!
Outros colegas, a quem pedi ajuda / opinião ao longo deste percurso foram também importantes para melhorar a intervenção .... a Professora Inês Figueiredo (com a partilha de informação sobre feedback's e a sua utilização diferenciada), o Professor Rui Santos (com as sugestões para melhorar a qualidade do batimento de pernas).
E foi assim que gradualamente me pareceu que poderiamos apostar na integração numa aula regular em que:
as outras crianças funcionam como modelos positivos,
o professor pode dar um feedback e orientação no sentido de melhorar a qualidade de movimento e da adaptação ao meio aquático
o D. será desafiado a ajustar o seu comportamento face às exigências da aula.
Esta tarefa está agora a ser desenvolvida pelo Professor Beto!
Este foi um menino que me desafiou a reflectir sobre muitos aspectos....a importância da terapia aquática, o contributo diferencial do trabalho em equipa e das possibilidades da integração em aula regular.
Na terapia aquática continuarei a trabalhar com outras crianças e para o D. desejo óptimos mergulhos e batimentos de pernas muito integrados!!!
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Projeto de Investigação
Colegas,
partilho aqui um pedido, de uma aluna finalista da Licenciatura em Terapia Ocupacional do Instituto Politecnico de Beja.
https://docs.google.com/forms/ d/1F2VSiDCXQJYd26WVBOyr0_ nWsII_XBnQ-fc35YhAKYk/ viewform?usp=send_form
Com os melhores cumprimentos
Denise Gomes
partilho aqui um pedido, de uma aluna finalista da Licenciatura em Terapia Ocupacional do Instituto Politecnico de Beja.
Sou a Denise Gomes, aluna do 4ºAno da Licenciatura de Terapia Ocupacional da Escola Superior de Saúde de Beja, e venho relembrar o meu pedido de colaboração no projeto de investigação que estou a elaborar. Este tem como principais objetivos identificar o número de Terapeutas Ocupacionais a intervirem em meio aquático em Portugal e caraterizar componentes inerentes à prática da Terapia Ocupacional neste contexto.
Para tal, solicito e agradeço desde já, a todos Terapeutas Ocupacionais que intervêm ATUALMENTE em meio aquático com fins terapêuticos, o preenchimento do questionário no link abaixo indicado.
Saliento que os dados obtidos através desta investigação, só terão validade e poderão ser utilizados futuramente por outros colegas se forem representativos da intervenção dos Terapeutas Ocupacionais no meio aquático no nosso país. Por esse motivo o prazo de participação foi ampliado até ás 24h de 30 de Setembro de 2014.
Peço, por favor que responda com o maior rigor possível às questões que irão ser apresentadas. Gostaria também de reforçar que os dados obtidos através deste questionário serão para fins académicos.
https://docs.google.com/forms/
Com os melhores cumprimentos
Denise Gomes
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Nova época: energias renovadas para a intervenção e formação
Após o período de férias regressamos à intervenção na piscina!
E que bem que soube encontrar "miudos e graúdos" motivadas e empenhados em continuar o seu processo de reabilitação na água!
Nesta época pretendo continuar a desenvolver a intervenção directa em terapia aquática, promovendo o desenvolvimento e saúde dos utilizadores e também contribuir para a formação nesta área terapêutica. Neste dominio é com enorme prazer que convosco partilho um projeto que há muito vinha a ser preparado:
organizado pela Escola Superior de Saúde do Alcoitão. Esta formação será constituida por 5 módulos independentes ( teoria subjacente à utilização do meio aquático como forma de intervenção,
técnicas terapêuticas de intervenção no meio aquático, intervenção com populações específicas, comunicação e liderança e estudo de caso), em que se pretende que o rigor da informação teórica e prática seja uma constante. Atendendo à tipologia da Pós graduação a prática simulada e directa serão estratégias a implementar com frequência.
Contamos dentro em breve poder divulgar mais novidades sobre este e outros projectos!
Bons mergulhos e uma optima época de trabalho e estudo!
sábado, 2 de agosto de 2014
BOAS FÉRIAS
Este foi um "ano lectivo" cheio de trabalho, formações e desafios aquáticos.
Nem sempre consegui estar tão presente no blogue como desejava, mas penso que por bons motivos!
A verdade é que estive envolvida a 100% na intervenção directa em terapia aquática. Nesta fase de re-avaliações constato que esse envolvimento se reflectiu na evolução dos "miúdos e graúdos" que acompanho. A maioria evidenciou uma evolução muito positiva ao nível do seu quadro de saúde e desenvolvimento, o que é o principal objectivo de qualquer Terapeuta Ocupacional.
Também é verdade que nesta fase final do ano estive envolvida na preparação de novos projectos e desafios aquáticos que conto apresentar no próximo mês!
Até lá....
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Tudo preparado para o curso!
O trabalho de casa, para o curso (Halliwick - Aquatic therapy adavanced in pediatrics) está feito! Artigos lidos e reflexões desenvolvidas!
Tendo por base algumas das conclusões do artigo citado, aqui deixo as minhas reflexões em forma de perguntas:
- estaremos nós, em portugal, a intervir com base no novo paradigma de cuidados de saúde: centrados no individuo, na sua funcionalidade e na promoção da sua plena integração na sociedade?
- valorizamos a abordagem lúdica como promotora de um melhor (e maior) envolvimento na terapia aquática contribuindo?
- contribuímos com a abordagem para a formação de emoções positivas e melhores perfis de saúde nos nossos clientes?
- e por fim....adoptamos estas medidas de modo consciente, programado e activo ou fazemo-lo de modo casual e esporádico???
E vocês o que pensam sobre isto?
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Halliwick - Aquatic Therapy Advanced in Pediatrics
Em contagem decrescente para a formação.....
Logo partilho as novidades!!!
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