Todos sabemos que a mobilidade e deslocação nas alterações neuromotoras constituem desafios difíceis de transpor.... Difíceis, mas não impossíveis!
Em contexto de piscina, sabemos que nos quadro de paralisia cerebral espastica (bilateral ou unilateral) há um padrão de deslocamento na horizontal típico: a cintura pélvica tende a flectir e afundar e o movimento dos membros inferiores tem diminuição da amplitude sendo muitas vezes realizado em retropedalagens.
Nos casos crónicos a possibilidade de modificar este padrão, através de feedback verbais e tácteis é reduzida... O que fazer então? Na minha opinião é fundamental adaptar a técnica e /ou disponibilizar equipamentos que, em conjunto com as caracteristicas da hidrodinâmica, facilitem o movimento e melhorem o desempenho.
Que tal utilizar barbatanas?!? Vamos experimentar e analisar resultados ;-)
domingo, 1 de dezembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
Workshop
Natação Adaptada na Patologia Neuromotora
Aqui fica a novidade:
Irá realizar-se no próximo dia 8 de dezembro um workshop sobre a Natação Adaptada na Patologia Neuromotora.
Os interessados poderão obter mais informação junto do Centro de Estudos Fitness (entidade que organiza a acção) através
do telemóvel 96 57 68 204
ou acedendo ao link http://www.cefitness.com/plano_formacao.php

sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Vamos tirar uma foto?!?
Há uma semana fiquei surpeendida... Agradavelmente surpreendida!
Numa aula de grupo, em que trabalho com dois jovens com paralisia cerebral, disse:
ADOREI: pela atitude, pela lição e por demonstrar que conseguimos incutir nestes jovens algo tão importante: o sentido de grupo, de companheirismo e de amizade!!!!
Grande lição!!!
Numa aula de grupo, em que trabalho com dois jovens com paralisia cerebral, disse:
"Boa C. , estás a nadar tão bem... Vamos tirar uma foto!!
.... e o C. disse-me: mas não está cá o J.....
Eu quero tirar, mas com ele cá! Fica para a semana"
ADOREI: pela atitude, pela lição e por demonstrar que conseguimos incutir nestes jovens algo tão importante: o sentido de grupo, de companheirismo e de amizade!!!!
Grande lição!!!
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Ainda a propósito dos feedback's...
Porque tenho o privilégio de trabalhar numa equipa multidisciplinar de qualidade hoje recebi a seguinte informação acerca dos feedback's na perspectiva educativa:
"....em termos educacionais o ministério define feedback e ciclo de feedback, ou seja, corrigir, observar e dar novo feedback. Não há nenhum número, mas um bom senso e está dependente do aluno/cliente.
Há que ter cuidado para não haver frustração de quem o recebe... feedback's de correcção técnica são os mais utilizados, tentando acompanhá-los de reforço positivo no fim do ciclo."
Aqui fica a partilha!
Muito Obrigada Professora Inês Figueiredo!!!
domingo, 27 de outubro de 2013
Feedback's
Como e quando utilizar em terapia aquática?
Na área da terapia aquática isto não é comum, o que me leva a reflectir....
- será que na terapia aquática não damos feedback's aos nossos utilizadores?!?
- ou será que não consideramos esta uma importante estratégia de intervenção?!?
- ou simplesmente fazemo-lo de modo automático, sem utilizar conscientemente as múltiplas dimensões desta preciosa ferramenta?!?
Agora que paro para reflectir e estruturar informação sobre este aspecto parece-me que há uns anos a formação académica na área terapêutica atribuía pouca importância ao feedback dado ao cliente. A realidade é agora diferente, mas efectivamente ainda existem na prática profissional alguns vestígios deste método!
Sabemos hoje que só pode haver mudança e melhoria no cliente se este receber o estimulo adequado e o integrar correta e ativamente. Sabemos também que para haver uma integração o cliente terá de receber feedback do terapeuta e do ambiente, caso contrário irá perpetuar o padrão de desempenho da atividade prévio à sessão... muitas vezes disfuncional ou em nível abaixo das capacidades. Assim parece-me que todos os terapeutas reconhecem a importância do feedback e da necessidade de o personalizar a cada cliente.
Por fim parece-me que embora tenhamos conhecimento da importância do feedback tendemos ainda a utilizá-lo de forma intuitiva e pouco dirigido a cada cliente.
Parece-me pois fundamental:
utilizarmos os feedback's nas sessões de terapia aquática de forma mais
sistemática, consciente e rigorosa;
indo ao encontro do estilo de aprendizagem de cada cliente;
recorrendo a diferentes modalidades de comunicação
(verbal, táctil, visual e proprioceptiva).
Vamos lá a experimentar e analisar os resultados!!
sábado, 12 de outubro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
... criar desafios para motivar e aumentar a adesão!!!
Mas que novas estratégias podemos utilizar para motivar esta população?!?
Aqui ficam algumas ideias!!
SEGMENTAÇÃO DE OBJETIVOS EM TAREFAS
"Construção em legos"
É fundamental manter presente o objectivo final a alcançar e segmentar a intervenção em tarefas progressivas para o atingir. O foco do aluno, deve ser dirigido para alcançar a tarefa seguinte, mas tendo como referencia a meta final!
SELEÇÃO, ADAPTAÇÃO E VARIAÇÃO DO MATERAIL
"Construção com os melhores legos"
Tendo em atenção as caractersiticas fisiologicas destes alunos, é por vezes benefico adaptar os materias e equipamentos utilizados para tarefas comuns. Assim, é frequente utilizarmos barbatanas uni ou bilateralmente (para facilitar o batimento de pernas), utilizar snorkel (para aumentar a vizibilidade sub aquática e facilitar a respiração) ou utilizar luvas (para facilitar a acção propulsiva dos membros supriores).
QUANTIFICAR O DESEMPENHO - AULA A AULA
"Construção em legos com registo do melhor tempo"
Também as pessoas com alterações de saúde e desenvolvimento necessitam de receber feedback quantitativo do seu desempenho e sentir que são exigentes em relação ao mesmo.
Mas, como o fazer nas aulas de natação adaptada? Há estratégias simples que podemos utilizar: contabilizar o tempo que o aluno gasta para completar determinada tarefa (exigindo que esse tempo vá sendo progressivamente menor), registar o número de repetições que consegue realizar (solicitando que o numero seja progressivamente maior) são estratégias que tem provado conduzir à melhoria do desempenho e ao aumento da motivação.
Mas, como o fazer nas aulas de natação adaptada? Há estratégias simples que podemos utilizar: contabilizar o tempo que o aluno gasta para completar determinada tarefa (exigindo que esse tempo vá sendo progressivamente menor), registar o número de repetições que consegue realizar (solicitando que o numero seja progressivamente maior) são estratégias que tem provado conduzir à melhoria do desempenho e ao aumento da motivação.
CLASSIFICAR O DESEMPENHO AULA A AULA
"Construção em legos com tempo e com cores"
Mas nem só a quantidade é importante. Sabemos hoje que a qualidade da execução é extremamente importante e que muitas vezes uma pequena melhoria qualitativa leva a alterações significativas no tempo e velocidade de execução da tarefa. Nesta perspetiva assume-se como fundamnetal dar feedback qualitativo podendo-se para tal utilizar um sistema de cartões coloridos.
E Agora: vamos implementar estas estratégias e ver quais as mais eficazes?!?
Espero pelo feedback!
Subscrever:
Mensagens (Atom)




