sábado, 12 de outubro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
... criar desafios para motivar e aumentar a adesão!!!
Mas que novas estratégias podemos utilizar para motivar esta população?!?
Aqui ficam algumas ideias!!
SEGMENTAÇÃO DE OBJETIVOS EM TAREFAS
"Construção em legos"
É fundamental manter presente o objectivo final a alcançar e segmentar a intervenção em tarefas progressivas para o atingir. O foco do aluno, deve ser dirigido para alcançar a tarefa seguinte, mas tendo como referencia a meta final!
SELEÇÃO, ADAPTAÇÃO E VARIAÇÃO DO MATERAIL
"Construção com os melhores legos"
Tendo em atenção as caractersiticas fisiologicas destes alunos, é por vezes benefico adaptar os materias e equipamentos utilizados para tarefas comuns. Assim, é frequente utilizarmos barbatanas uni ou bilateralmente (para facilitar o batimento de pernas), utilizar snorkel (para aumentar a vizibilidade sub aquática e facilitar a respiração) ou utilizar luvas (para facilitar a acção propulsiva dos membros supriores).
QUANTIFICAR O DESEMPENHO - AULA A AULA
"Construção em legos com registo do melhor tempo"
Também as pessoas com alterações de saúde e desenvolvimento necessitam de receber feedback quantitativo do seu desempenho e sentir que são exigentes em relação ao mesmo.
Mas, como o fazer nas aulas de natação adaptada? Há estratégias simples que podemos utilizar: contabilizar o tempo que o aluno gasta para completar determinada tarefa (exigindo que esse tempo vá sendo progressivamente menor), registar o número de repetições que consegue realizar (solicitando que o numero seja progressivamente maior) são estratégias que tem provado conduzir à melhoria do desempenho e ao aumento da motivação.
Mas, como o fazer nas aulas de natação adaptada? Há estratégias simples que podemos utilizar: contabilizar o tempo que o aluno gasta para completar determinada tarefa (exigindo que esse tempo vá sendo progressivamente menor), registar o número de repetições que consegue realizar (solicitando que o numero seja progressivamente maior) são estratégias que tem provado conduzir à melhoria do desempenho e ao aumento da motivação.
CLASSIFICAR O DESEMPENHO AULA A AULA
"Construção em legos com tempo e com cores"
Mas nem só a quantidade é importante. Sabemos hoje que a qualidade da execução é extremamente importante e que muitas vezes uma pequena melhoria qualitativa leva a alterações significativas no tempo e velocidade de execução da tarefa. Nesta perspetiva assume-se como fundamnetal dar feedback qualitativo podendo-se para tal utilizar um sistema de cartões coloridos.
E Agora: vamos implementar estas estratégias e ver quais as mais eficazes?!?
Espero pelo feedback!
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Construir objetivos para criar desafios ...
No inicio do ano lectivo deparamo-nos com um desafio: os utentes, com alterações crónicas, que voltam para mais um ano de trabalho em meio aquático!!!
Na realidade, devido às caracteristicas e necessidades destes utentes é comum continuarem durante anos, as vezes até décadas, na natação adaptada e na terapia aquática. Este é, sem dúvida, um indicador da satisfação do utente face à intervenção desenvolvida. No entanto, constitui simultaneamente um desafio para o profissional responsável pela abordagem...
Nesta situações facilmente se instala a rotina, pondendo haver dificuldade em delinear novos objetivos e aplicar métodos e estratégias diferenciadas para os alcançar. Esta realidade pode tornar-se um "ciclo vicioso" dificil de quebrar.... DIFICIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL!!!!!
Nesta situações facilmente se instala a rotina, pondendo haver dificuldade em delinear novos objetivos e aplicar métodos e estratégias diferenciadas para os alcançar. Esta realidade pode tornar-se um "ciclo vicioso" dificil de quebrar.... DIFICIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL!!!!!
Em primeiro lugar é fundamental avaliar e observar de novo o aluno, percebendo aspectos forte e aspectos a melhorar no seu desemepenho aquático e funcional, para depois analisar com o aluno as suas prioridades e objetivos enquadrando-os realisticamente nas suas capacidades.
Só depois de implementar estes dois passos, será possível o técnico delinear a proposta de objetivos para o ano letivo, que na minha opinião poderá seguir a metodologia SMART
Só depois de implementar estes dois passos, será possível o técnico delinear a proposta de objetivos para o ano letivo, que na minha opinião poderá seguir a metodologia SMART
e centrar-se em dois / três objetivos. Nestes caso, em que há dificuldades marcadas ao nivel do desempenho aquático, se trabalharmos em simultaneo multiplos objetivos é frequente acabarmos por gerar sobrecarga orgânica, confusão e stress no aluno, o que irá influenciar negativamente o seu desempenho e evolução.
Tendo então delineado e priorizado os objetivos de intervenção que novos métodos e estratégias motivacionais vamos priveligiar???? .........
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Voltamos em Setembro!!!
Depois de um ano de muitos mergulhos vamos nadar para outras águas!!!!
Voltamos em Setembro...
com energias renovadas e novos projetos!!!!
sábado, 3 de agosto de 2013
Já conseguimos imergir a cara... porque o processamento táctil é agora eficaz!!!!
Este ano lectivo acompanhei um menino, em contexto de terapia aquática, com diagnóstico clínico de Perturbação do Espectro do Autismo e que, entre outras caracteristicas, apresenta uma defesa táctil marcada. Este perfil sensorial constante, manifesta-se quando o estimulo é apresentado em qualquer região corporal, mas com particular exuberância na cara.
No inicio do ano (Outubro 2012) esta criança embora demonstrasse prazer em estar na piscina não tolerava qualquer contacto entre a cara e a água, fugindo sempre algum salpico de água lhe tocava na cara. Nesta fase evitava todo o inicio do trabalho respiratório (por exemplo em actividades como realizar "bolinhas" à superfície) e recusava assumir o decúbito ventral (com receio de colocar a cara na água). Este dificuldade foi uma constante e nos primeiros meses de trabalho condicionou significativamente a intervenção.
Conscientes de que esta dificuldade era uma área prioritária (tanto para melhorar a funcionalidade global da criança como para aumentar as suas competências aquáticas) a inibição táctil assim como o trabalho respiratório estiveram presentem em todas as sessões de terapia aquática. Para tal privilegiou-se a informação táctil mantida e foi reforçado o aporte de informação proprioceptiva (em todas as regiões corporais e com particular incidência nas que tem mais terminais de condução rápida), através de jogos diversos e utilização de material compressivo. O trabalho respiratório foi realizado através de diferentes jogos de exploração aquática (sopro de brinquedos à superfície, "caça" de peças submersas a diferentes profundidades, saídas de barco flutuador, saltos de tapete, escorrega em diferentes posições , entre muitos outros). Salienta-se que foi sempre respeitado o ritmo e perfil individual da criança Embora de forma progressiva o A. começou a demonstrar alguma evolução ao nível da tolerância da agua na cara, exibindo com menor frequência comportamentos de fuga. Progressivamente começou a aceitar a mudança de posição e a permanecia em decúbito ventral (embora sempre com a cara fora de água). Nesta fase (entre o 3º e o 6º mês após o inicio da intervenção) houve um período longo de estagnação das aquisições. Confesso que foram meses complicados em que apesar de recorrer a estratégias distintas não havia diferenças no comportamento do aluno. Acreditando (quer pela informação cientifica, quer pela experiência prática já adquirida) que a criança tinha potencial para evoluir, decidi persistir nestes objectivos tentando alcança-los através de actividades criativas, de forma sistemática e respeitando sempre o ritmo do A. Confesso que não foi fácil, mas eis que na última aula do mês de Maio esta criança começou, numa actividade no escorrega, a colocar a cara na água e demonstrou imenso prazer com o feedback positivo que recebeu!!!!
Foi efectivamente um trabalho difícil mas que acredito ter sido muito importante!
Que venham os próximos desafios :-)
terça-feira, 30 de julho de 2013
Promovendo os diversos dominios da saúde.... em cada pessoa!!!!!
Muitas vezes dizem-nos... as aulas de "correção postural" que fazes na piscina são sessões de movimento...
É verdade que sim porque no decorrer da sessão realizamos exercícios e actividades que visam a mobilização dos vários segmentos corporais mas, na minha perspectiva, estas aulas são muito mais do que um conjunto de movimentos!!!!
Estas aulas são sessões terapêuticas que permitem aos seus utilizadores desenvolver capacidades físicas (amplitude movimento, força muscular, coordenação motora), cognitivas (atenção, velocidade de processamento da informação, compreensão e cumprimento de ordens complexas, entre outros) e de comunicação / interacção que lhes permitem re-estruturar a sua postura face as actividades de lazer e de grupo e através destas ganhar capacidade para desempenhar de modo mais eficaz e com menor nível de dor as suas actividades diárias (desde a mobilidade, à higiene e até às actividades laborais). Há portanto uma verdadeira visão holistica da pessoa e uma intervenção centrada nas suas áreas prioritárias.
Para que tal seja possível as aulas são dinamizadas maioritariamente com actividade com carácter simbólico e que todas as fases são associadas a uma actividade diária especifica e significativa para os utilizadores. Assim é frequente realizarmos actividades de passagem de obstáculos, de dança, de construções de desenhos, de preparação de refeições, de idas às compras.
É também frequente priveligiarmos à adptação ao contexto em que desenvovlemos a intervenção e por isso priveligiarmos o deslocamento (vertical e horizontal) no meio aquático! Curiosamente, esta é uma abordagem com resultados muito positivos tanto ao nível da funcionalidade dos utilizadores, como na sua adaptação ao meio aquático como no feedback que nos dão!!!
Aqui ficam algumas imagens!!!!
sábado, 13 de julho de 2013
Artigo: Terapia Ocupacional no Meio Aquático: uma nova e promissora abordagem
Aqui fica a partilha de um artigo publicado pela Direção da APTO na revista Plural e Singular, acerca da intervenção no meio aquático.
http://issuu.com/pluralesingular/docs/plural_singular_03
O artigo referido encontra-se nas páginas 28 e 29. Boas leituras!
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